À noite #1

Mais uma sexta à noite! Digo mais uma por que, antes do Reboot #1 do blog, mantinha um hábito inconstante (se é que podemos dizer assim), onde escrevia os pensamentos que mais me assombraram durante a semana. Assim estou reinaugurando as postagens de sexta à noite principalmente para exorcizar esses pensamentos perturbadores dos demais dias da semana.

Vamos lá, me conte o quão engajado, o quão entendedor, o quão importante você é! Estou ouvindo! Mas e por dentro, como você se sente? Esta foi uma semana em que me deparei com essas situações, de pessoas que abusam covardemente do poder, para se sentirem superiores. O doce da vida é que o tempo passa e fica perceptível que aqueles que foram desprezados, ridicularizados naquelas conversas de corredor, acabam ascendendo na vida. Os engajados por sua vez, ainda buscam um reconhecimento de espelho, algo que só faz sentido para eles, prisioneiros do ego do “bom trabalho!”.

Photo by Greg Rakozy on Unsplash

Mesmo sabendo o quão importante você pode ser, pergunto: o que você é? Você é um sopro, um segundo, diante da eternidade vasta e caótica da imensidão do universo. Nos dias nublados e nos dias de Sol, o Universo continua na verdade sendo uma imensa massa negra e desconhecida. Pergunto novamente; quem é você? Qual o sentido da sua vida? São perguntas corajosas e inquietantes demais para os covardes! Para estes, a existência se dá na presença de qualquer um que dependa de um pequeno “poder” que possuem no momento, fomentando o sentimento de desprezo que os abastece ao saberem que existe alguém em posição inferior. Mas, inferior à que?

Encontrar estes miseráveis é mais comum do que se imagina. Existem diversos aspectos que os evidenciam, indo desde aquela pessoa que conhece a nova música da moda e passa a menosprezar aquela música que gostava anteriormente, até o seu chefe que no momento oportuno, faz questão de te alfinetar de forma passiva-agressiva, pisando em cima, para saber que está no poder. É nesta posição confortável que possuem, que os conformados se sentem eternos. O que eles não contam, é que o hoje, o agora, já não existe mais! Se foi! Mas o que será do amanhã? O amanhã parece ser uma dúvida aterrorizante.

Será que essa retórica onde ouso chamá-los de covarde, é na verdade movida por um ímpeto de inveja que me faz querer estar no mesmo lugar dessas pessoas que se orgulham do pouco poder que possuem? Seria afinal uma inveja corrosiva por estar do lado de cá? Não concordo. Até por que prefiro mesmo é contemplar aquele sorriso bobo de parabéns na cara daqueles que nunca acreditam no Grand Finalle.

Boa noite!