Post #1

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Quando finalmente chegamos ao resultado, acabamos por deixar de lado os percalços que foram essenciais para alcançarmos o nosso objetivo. Quanto do seu passado agora importa? E quantos momentos difíceis você ainda lembra, após estar vivendo a fortuna da conquista? Olhares invejosos? Receio do presente? E a sensação quase pecaminosa de se estar vivendo os melhores momentos da vida? Isso pode te fazer perder o agora!

No começo, havia uma mesa.

Ainda lembro quando cheguei à ilha e no momento em que compartilhava desse estado, afinal, também me considerava uma no sentido de estar em mim e não estar conectado à nada. Só. Estava em mim, num sentido geográfico. Período importante de reflexão onde sabia mensurar os gastos e a importância de cada detalhe. O café era simples e cheio de ritualística, energia que incentivava o passo todas as manhãs, mesmo sabendo que o futuro era incerto. Uma ilha.

De muitas velas acesas, a luz apareceu de vez! E o amor, égide da minha luta. Entrei direto no barco que estava em condições precárias, nome Resistência! Que ironia! Na verdade deveria não ter nenhuma, deveria mesmo era desistir, remar novamente pra ilha sob a tábua, égide, o amor. Na resistência, persiste o covarde que aceita as condições em que se encontra, lá vou eu! Resistir? Avançar!

São pelos passos passados, de alguns meses atrás, que posso dizer que o caminho surgiu muito bem e que encontrei o meu amor e o meu amor veio ao meu encontro e me ama, ama, ama. Cá estamos no destino concretizado e que desenha as curvas doces dessa vida que ainda está por vir. No salto à mar aberto, desapareço, morro. Mas e se descobrissem?

No começo disso tudo, havia uma mesa, um café, um rádio, uma reza, um amor, uma cama, um choro, uma certeza, um pensamento, uma raiva, uma derrota, uma vitória, um fogo, uma noite, uma porta, uma conquista, uma dor, um violão, uma loucura, uma esperança. Havia você meu amor. Olha onde estamos!